Resenha: Selvagens à Procura de Lei


Banda: Selvagens à Procura de Lei.

Gêneros: Rock psicodélico, Indie rock, Rock alternativo.

Integrantes: Gabriel Aragão, Nicholas Magalhães, Caio Evangelista e Rafael Martins.


A minha história com os Selvagens já vem de certo tempo: três anos atrás. Mais especificamente, 2013, quando a Apple lançou Sr. Coronel como “Single da Semana”, na iTunes Store. Eu baixei e, em pouco tempo, adorava a música.

Em junho, pesquisei sobre a banda novamente. Apesar dela ter um nome grande e psicodélico, eu lembrava dele de cór — assim como do refrão de Sr. Coronel. Deparei-me com ótimas músicas, principalmente as mais recentes, lançadas no álbum Praieiro.

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O som do SAPDL é, evidentemente, muito inspirado na música dos anos 60 e 80. Em Sr. Coronel, que eu citei anteriormente, há uma influência clara do lirismo dos Beatles. Ela tem uma melodia melancólica no piano, que ganha impacto com os vocais e os intervalos de guitarra.

A banda é cearense, de Fortaleza, e foi fundada em 2009. Os Selvagens se mostram confortáveis tanto em músicas de amor (como Felina e Mar Fechado), quanto naquelas com letras mais rock’n’roll (exemplo de Tarde Livre e Brasileiro).

Quero destacar, aqui, a letra de Brasileiro, que recorda canções como O Tempo Não Para, Brasil e Ideologia, de Cazuza. Vai aí uma parte da música que merece atenção, seguida do clipe:

Pobre, rico ou classe média
Levante a mão quem já sentiu puxar a sua rédea

Nas prisões eles traçam planos de fuga
Enquanto suas esposas puxam as rugas
De filhos a herdeiros, sanguessugas
A nação que corre com passos de tartaruga

Para que vocês tenham um gostinho maior do som dos Selvagens, deixo também o clipe de Despedida, que é emocionante e retrata muito bem a nova fase praieira dos rapazes:

Selvagens à Procura de Lei é, na minha opinião (e na de muitos outros), uma das melhores bandas do cenário atual do rock no Brasil. Já temos uma grande variedade de música não pra cabeça, mas feita pro pé, o que tem que ser mudado no país.
Um dos pontos altos do SAPDL é que todos os membros cantam, tocam e dão a sua alma na música — mesmo Nicholas, o baterista, que tem uma voz grave, como a de Tim Maia.

Terminarei por aqui a resenha dessa banda maravilhosa, que eu tenho orgulho de conhecer e apreciar. Até o próximo post!

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